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Sistemas alternativos ao controle hierárquico

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Todos os sistemas hierárquicos existem para controlá-lo. Em todas as áreas ou dimensões da vida social: finanças, alimentação; saúde; educação; moradia; vestuário; transporte; viagens e hospedagens; comunidade e vizinhança; relacionamentos; entretenimento; comunicação; empreendimentos; política; filosofia, ciência e tecnologia; arte; e espiritualidade.

Mas independentemente da área onde o controle sobre você se exerce, a ideia básica é a seguinte: a única coisa capaz de protegê-lo do controle das organizações hierárquicas são as redes distribuídas de pessoas. Nada mais.

Foi com base nessa hipótese – corroborada por múltiplas evidências – que começamos a pensar em sistemas alternativos ao controle hierárquico em todas as áreas mencionadas acima. Batizamos essa família de sistemas de NABUCODONOSOR, não propriamente em referência ao autocrata que reinou na Babilônia entre 604 e 562 a.C. e sim àquela nave, pilotada por Morpheus na trilogia das Wachowski sisters (1999-2003) The Matrix, que navegava pelos esgotos, esgueirando-se do controle centralizado…

Começamos pelo sistema alternativo ao controle hierárquico exercido pelas organizações financeiras.

QUAL É O PROBLEMA?

Alguns agentes financeiros querem estabelecer a tal ponto um controle sobre sua vida que, quando você não cumpre suas obrigações por algum motivo (a crise e suas consequências, como o desemprego, a falência do seu negócio ou mesmo a impossibilidade de continuar produzindo em virtude de doença ou outro motivo de força maior), tomam iniciativas retaliatórias para excluí-lo não apenas do mercado, porém da sociedade. Como, desde a Idade Média, não há mais prisão por dívidas, eles querem que a exclusão punitiva do mercado seja também uma exclusão da sociedade. Isso é indigno.

Uma pessoa sem vida bancária (ou seja, sem cartão de crédito, sem cheque especial e até sem talão de cheque e conta corrente), fica meio deprimida. Terá de enfrentar filas de bancos para pagar boletos. Não poderá comprar a prazo, pagar uma conta ou mesmo fazer uma compra pela internet (nem, por exemplo, assinar o Netflix ou adquirir um domínio), vai ter que andar com dinheiro vivo no bolso em quantidade suficiente para poder aceitar um convite de amigos para um simples almoço ou happy hour, terá dificuldade de comprar uma passagem aérea ou mesmo de ônibus interestadual e diante de qualquer imprevisto ficará praticamente paralisada, sem alternativas.

É claro que se a situação se agravar muito, você também correrá o risco de perder seu endereço (indo morar num albergue ou similar) e, sem ele, como sabemos, será quase impossível arranjar um emprego. Mas mesmo que você não chegue a essa condição extrema, sua vida vai ficar muito, muito mais difícil. Não poderá prestar serviços para empresas e nem emitir nota fiscal. Ademais, poderá ter seus bens sequestrados para pagar as dívidas não honradas. Quando não tiver mais bens, vai sofrer assim mesmo (pois não poderá adquiri-los a não ser em nome de terceiros). E tudo, tudo para você ficará mais caro.

Todos os softwares de risco e os procedimentos adotados pelo sistema financeiro são baseados em desconfiança, não em confiança. Garantias, senhas, assinaturas, tokens, SMS de controle, endereço fixo, conta de telefone fixo ou de celular pós-pago, tudo é desenhado para você e só para você e deve estar em seu nome. São atributos não-compartilháveis, que têm que ser mantidos em segredo e bem-guardados, protegidos de estranhos. Em princípio, para os que querem controlar a sua vida, todos os outros são estranhos e potencialmente perigosos. Porque eles esperam que você – um indivíduo isolado, um íon social vagando num meio gelatinoso – arque sozinho com as consequências da sua irresponsabilidade e, consequentemente, possa ser adequadamente punido ou intimidado e dissuadido de arriscar por medo de ficar inadimplente e, consequentemente, de ser excluído, evaporado mesmo, do mundo.

É claro que um indivíduo sujeito a tais circunstâncias terá muito mais dificuldade de renegociar e honrar suas dívidas com seus credores no futuro, mas isso não importa. O que eles querem (inclusive quando não sabem que querem isso), mais até do que receber os valores devidos (que às vezes são irrisórios para bancos e grandes empresas comerciais), é ter o controle sobre você. Como disse Morpheus: “What is the Matrix? Control”.

Mas se você está fora do mercado (formal), você não está necessariamente fora da sociedade (real). Não se tiver uma rede de amigos. Sempre foi assim que alguns grupos de migrantes conseguiram sobreviver e prosperar. Sempre tem sido assim com a maioria da população desbancarizada (ou sem acesso a serviços financeiros) na maioria dos países: as redes informais de solidariedade – nas favelas, periferias e bairros pobres – explicam o milagre da sobrevivência de quem não tem acesso a nenhum instrumento financeiro.

É POSSÍVEL MONTAR UM SISTEMA FINANCEIRO ALTERNATIVO?

Descobrimos que você pode fazer muita coisa, mesmo não tendo dinheiro para pagar suas dívidas, se não tiver mais crédito (nem cheque especial, nem cartão de crédito), se o seu CPF foi negativado, se perdeu suas contas correntes e a vida bancária ou se sua empresa faliu, está em recuperação judicial e você não pode mais usar o seu CNPJ para fazer transações, até mesmo se não puder mais comprovar endereço, não tiver telefone fixo ou móvel pós-pago.

Mapeamos boa parte dos instrumentos financeiros alternativos que já existem e por meio dos quais você poderá:

01) Comprar fisicamente
02) Comprar online
03) Pagar contas
04) Realizar pagamentos e recebimentos entre pessoas (físicos ou online)
05) Fazer pagamentos para empresas
06) Receber de empresas
07) Emitir cobranças
08) Realizar saques
09) Fazer câmbio de moedas
10) Investir dinheiro
11) Tomar e pagar empréstimos
12) Empreender em rede
.

E encontramos maneiras pelas quais você poderá utilizar tudo isso sem passar por nenhum tipo de análise de crédito, sem consulta ao SPC/SERASA, sem comprovante de endereço, sem precisar ter conta em banco, sem ter empresa aberta.

E o melhor é que tudo isso pode ser feito dentro da legalidade. Sim, você não precisa infringir as leis.

Para tanto, montamos um sistema alternativo (um subsistema de Nabucodonosor) composto por várias combinações de instrumentos financeiros e pessoas conectadas em rede distribuída.

Para fazer tudo isso você só precisa adquirir os instrumentos financeiros alternativos (que, em geral, são gratuitos ou muito baratos), saber o que cada um deles permite e ter uma rede de amigos dispostos a encarar o desafio junto com você.

Montamos assim uma espécie de “mapa da mina” ou de “caminho das pedras” indicando o que você pode fazer em rede com seus amigos para escapar do controle e impedir que as punições do sistema financeiro lhe arruínem.

É claro que, para isso, você deverá aprender a operar com sua rede de amigos. Amigos negativados e não negativados (mas que possuam os mesmos instrumentos alternativos mencionados acima para agir consorciadamente).

SIM, É POSSÍVEL!

Mas a rede é o fundamental. Todo o sistema alternativo ao controle financeiro é baseado em confiança, cooperação e ajuda-mútua. É por meio da rede de amigos que você escapará – sem violá-las – das regulamentações feitas pelo sistema financeiro tradicional para restringir o uso dos instrumentos financeiros alternativos. E praticamente sem risco.

Com a rede você poderá hackear socialmente muitas coisas, simplesmente porque todos os controles foram pensados e configurados tendo como base a desconfiança e a prevalência, em qualquer circunstância e em última instância, do interesse egotista de indivíduos. Assim, boa parte dos controles são ineptos diante da rede.

Para embarcar clique http://nabucodonosor.com.br/

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